segunda-feira, 16 de maio de 2011

Artigo será publicado na Revista DOMINIUM da Faculdade, estamos podendo!!!!!!!!!!!!

Por que abordar Sexualidade nas Escolas?
Autores (as):
Francisca Simone de Sousa – simoneestudante@hotmail.com
Francisco Josenildo de Lima Barreto – josenildobarreto@falnatal.com.br
Fernando Costa Gomes –fernandofalnatal@gmail.com
Mary de Souza Nascimento Fernandes –mary.fernandes34@hotmail.com
Orientador (a):
Profª. Msc. Maristela Cruz dos Santos – maristela@falnatal.com.br
PEDAGOGIA – FAL – Faculdade de Natal.
Resumo:
Nas últimas décadas o impulso social e as mudanças provocadas pelas transformações econômicas, pelos avanços das tecnologias empreendidas no campo das ciências e das comunicações, vêm refletindo logicamente no comportamento humano na busca de reformulações dos conceitos éticos e valorativos, sociais e de novos padrões comportamentais da sociedade. O quadro também inclui a Sexualidade Humana contemplada neste contexto social e bastante polemizada; tendo em vista o aumento dos índices de Gravidez Não Planejada, bem como o aumento dos riscos pelas infecções das Doenças Sexualmente Transmissíveis – DST, HPV e o HIV/AIDS. Sabe-se que a vulnerabilidade dos adolescentes é fortemente aumentada pelo uso abusivo de drogas, casamento prematuro, falta de referências nos pais, situação sócioeconômicocultural, sentimento de onipotência, preconceitos, baixa auto-estima, são alguns fatores que somados a falta de uma proposta de prevenção de forma sistemática e consistente na escola, aliadas também ao despreparo de muitos profissionais tanto na educação quanto na saúde para lidar com as questões da sexualidade humana e reprodutiva, quanto aos serviços de saúde da rede pública, admite-se que eles não são muito acolhedores. Portanto, esse artigo traz uma pesquisa bibliográfica onde caracteriza o “Por que abordar Sexualidade nas Escolas?”. E trata assim os fatores que podem colocar os adolescentes em situação de risco no mundo de hoje.
Palavras-chaves: Sexualidade nas Escolas, Vulnerabilidade Social, Protagonismo Juvenil, Prevenção e Educação Sexual.

1 – Introdução:
 
Sendo a escola um local privilegiado para educação, prevenção, formação e também promotor de transformações individuais e sociais, evidencia-se que ela precisa assumir ações adequadas que visem implementar um processo gradativo e sistemático de informação junto aos/as* adolescentes com o propósito de promover a saúde sexual e reprodutiva, contribuindo assim, para mudanças de comportamento, fortalecimento da autoestima e também na sua proteção contra as infecções ás DST-HIV/AIDS e a Gravidez Não Planejada.
Nesta perspectiva, buscamos nos perguntar Por que abordar Sexualidade nas Escolas? Apesar de sabermos da necessidade de discutirmos essa temática em sala, enfrentamos um grande preconceito de uma parcela da sociedade que nos coloca como condutores da proliferação do sexo precoce na forma de indução e marginalização sem preceitos ou orientações favoráveis. Isso torna a classe vulnerável passando assim estes questionamentos para os pais.
No entanto, diante do grande impacto da epidemia da AIDS no Brasil, alguns paradoxos têm merecido a atenção dos profissionais da área. Se, por um lado, as informações sobre transmissão e prevenção do HIV têm sido maciçamente divulgadas, por outro, a epidemia vem apresentando um aumento progressivo no número de casos (MS, 1988), modificando seu perfil epidemiológico, atingindo jovens, mulheres, heterossexuais e também as camadas menos favorecidas, que seja no meio urbano como também no meio rural. Portanto, procura-se disseminar as informações juntos aos/as adolescentes e jovens por meio do Protagonismo Juvenil e pela discussão dos professores em sala de aula de forma transversal em suas disciplinas.
Tendo em vista essa problemática, faz-se necessário buscar caminhos que possam conduzir estes/as adolescentes a uma melhor qualidade de vida. Portanto, identificando estratégias que visem ampliar fatores que influenciam na proteção, prevenção e na promoção da saúde da população de adolescentes, uma dessas intervenções será de fornecer subsídios que possam propiciar a eles/as uma formação integral para o exercício da saúde sexual e reprodutiva, bem como a construção da plena cidadania. Neste contexto, percebe-se a necessidade de intervir de forma a beneficiar não só o/a adolescente mais também seus familiares.
*O termo os/as é utilizado em todo o texto para sinalizar a ideia de gênero se antepondo as questões lingüísticas vigentes. Apenas assumindo um papel informal dentro do gênero lingüístico.
2 – Objetivos:
2.1 – Objetivo Geral:
Estimular a prática para a formação de multiplicadores junto ao público de adolescentes e jovens das escolas/instituições por meio de Oficinas de Sensibilização para Professores/as, Pais e Mães, e outros/as adolescentes e jovens, incentivando a prática cultural através da música, dança, teatro e em rodas de diálogos onde são discutidos temas ligados a Sexualidade Humana e Prevenção às Drogas.
2.2 – Objetivos Específicos:
ü Desmistificar estereótipos (tabus e preconceitos) criados pelos/as adolescentes e jovens em relação à Sexualidade;
ü Fornecer informações consistentes que subsidiem por meio de um contexto justificativo para adesão da ideia de complementar o tema no cotidiano escolar;
  • Proporcionar uma compreensão mais rápida e eficaz de forma direta, utilizando o trabalho de forma interdisciplinar;
  • Sensibilizar e mobilizar novos/as multiplicadores/as para orientar através de oficinas outros/as jovens desmistificando tabus e crenças, adotando um método seguro de passar informações sobre os temas;
  • Trabalhar ao lado do/a adolescente e do/a jovem, tirando suas dúvidas através de debates e dinâmicas, filmes, músicas e textos explicativos com historias reais, sensibilizando e trabalhando o lado emocional;
  • Conversar sobre drogas, fornecendo informações que atribuam aos tipos e efeitos, a prevenção e tratamento;
  • Ampliar os espaços de diálogos nas Escolas/Instituições sobre Educação Sexual nas escolas, nas Comunidades e nas Famílias;
  • Estimular a pesquisa, a produção de material didático e apresentação de trabalhos em congressos, seminários, encontros, fóruns, etc.
3 – Fundamentação Teórica:
A fundamentação teórica que orienta o desenvolvimento deste trabalho está firmada na seleção de conteúdos de diversos textos e informativos baseados em princípios científicos.
Sendo assim, pode-se dizer que a educação sexual na Escola visa contribuir com a discussão sobre sexualidade, com a função de promover o debate entre os/as adolescentes, fornecendo-lhes informações claras e objetivas, incentivando a troca de opiniões entre eles/as, contribuindo assim para o desenvolvimento de um pensamento critico e criativo, oportunizando repensar seus valores e assumir um pensamento próprio em relação ao exercício da sexualidade, com o fortalecimento dos laços de solidariedade e na formação da ética para o exercício da plena cidadania. De acordo com Antônio Carlos Egypto (1995, p.8):
“A educação sexual é um processo de vida que permite aos indivíduos se modificar, se reciclar ou não e só termina com a morte, enquanto, a orientação é um processo formal e sistematizado que se propõe a preencher as lacunas de informações, erradicar tabus e preconceitos e abrir a discussão sobre as emoções e os valores que impedem o uso dos conhecimentos.
A adolescência é marcada por um período de transformações e descobertas. Caracterizada, pela busca de independência e pelo desejo de ser reconhecido como adulto. Segundo Leda Casasanta (1998): A adolescência é uma etapa especial do desenvolvimento humano, caracterizado por transformações, seja do ponto de vista físico ou psicológico e social, podendo considerar-se como um momento do ciclo da vida, marcado por instabilidade emocional e reorganização psíquica, que pode variar de acordo com o tempo, o lugar e em cada cultura.
Portanto, neste processo o grupo de amigos exerce uma grande influência sobre suas atitudes e comportamentos, ao se exporem aos riscos e desafios eles querem provar sua capacidade, ainda que considerem as conseqüências de suas escolhas, eles buscam autoafirmação, o que muitas vezes coloca-se em situações vulneráveis a problemas.
Pesquisas feitas pela Agência de Noticias da AIDS em 2003 mostram que 90% da população de adolescentes têm informações que devem utilizar preservativos ao fazer sexo seguro, mas menos da metade o fazem. Isto os coloca em situação de predisposição a determinados riscos como DST, HPV e HIV/AIDS e Gravidez não planejada. Entretanto, essa exposição vai depender de cada individuo ou de cada grupo e também de cada contexto que eles estejam inseridos.
O Marco Legal – Saúde, um Direito de Adolescentes (2005), evidencia a vulnerabilidade como sendo: “A capacidade do individuo ou do grupo social de decidir sobre sua situação de risco, estando diretamente associados a fatores individuais, familiares, culturais, sociais, políticos, econômicos e biológicos”. Portanto, acredita-se que esse sentimento de tudo pode fazer e nada acontecer, são características psicossociais próprias da adolescência.
Nas últimas décadas, observa-se que a iniciação sexual tem ocorrido cada vez mais cedo na vida dos/as adolescentes, como conseqüência, problemas psicológicos, dificuldades nos aspectos afetivos, emocionais e sociais. Nelson Vitiello (1997, p.27) enfatiza que:
“Estamos vivendo uma crise nos valores morais e éticos, uma crise econômica e política, entretanto o importante é que os/as adolescentes (em especial as adolescentes) se questionam sobre seus reais desejos, sobre sua real maturidade para dar um passo tão importante, a iniciação sexual e que ela possa ocorrer de forma natural, entretanto é preciso estar pronta, em decorrência de uma relação afetiva mais intensa ou apenas por modismo ou então por medo de que o namorado possa ir embora”.
A incidência de gravidez precoce e não planejada é uma das preocupações relacionadas à sexualidade do/a adolescente e que pode trazer sérias conseqüências, como aborto, filhos/as, sem falar que a grande maioria desses/as adolescentes não tem condições financeiras nem emocionais para assumir a maternidade e, por causa de repressão familiar, muitas delas fogem de casa e quase todas abandonam a escola.
Segundo Maria Sylvia de Souza Vitalle, em sua tese de doutorado destaca que: Quando a atividade sexual tem como resultado a gravidez, gera conseqüências tardias e em longo prazo, tanto para o/a adolescente quanto para o/a recém-nascido/a. A Adolescente poderá apresentar problemas de crescimento e de desenvolvimento, emocionais e comportamentais, educacionais e de aprendizado, além de complicações da gravidez e problemas de parto. É por isso que alguns autores considerem a gravidez na adolescência como sendo uma das complicações da atividade sexual.
Pesquisa realizada pela Secretaria Municipal de Saúde – Departamento de Atenção Básica – Núcleo de DST/AIDS – Natal. Apontam que com relação às infecções do HIV de 1983 a 2005 houve um total de 977 casos, sendo 712 do sexo masculino e 265 do sexo feminino, que nesse mesmo período por faixa etária entre 15-19 anos 10 casos, 20-34 anos 463 casos, 35-49 anos 405 casos, 50-64 anos 87 casos, 65-79 anos 11 casos e mais de 80 anos 01 caso. Segundo a freqüência por ano de notificação, os anos que apresentaram índices maiores foram 2003, com 103 casos, seguido de 2001, com 96 casos.
No Brasil, cerca de 630 mil pessoas vivem com HIV. O número é estimado, pois notifica-se apenas casos de soropositivos que tomam medicamentos antirretrovirais. Do inicio da epidemia, 1980, até junho de 2009, foram realizados 544.846 diagnósticos. Durante esse período, foram registradas 217.091 mortes em decorrência da doença, segundo dados do Boletim Epidemiológico de 2009 do Departamento de DST, AIDS e Hepatites Virais, são notificados entre 33 e 35 mil novos casos de AIDS. O nordeste fica em segundo lugar com 12% dos casos notificados são 64.706, perdendo apenas para a região sudeste com 19%. Dos 5.564 municípios brasileiros, 87,5% (4.867) registram pelo menos um caso da doença.
A redução da idade de iniciação sexual, provavelmente, é uma das causas do Brasil, em setembro de 2003, ter acumulado um total de 55.060 casos de AIDS entre os jovens menores de 24 anos, sendo 32.116 adolescentes do sexo masculino e 22.944 do sexo feminino. Isso representa 15.2 % dos casos notificados de AIDS no Brasil no período de 1980 a 2004. (PNDST/AIDS 2004)
Entre os jovens, porém, a transmissão sexual não tem sido a única forma de exposição ao HIV dos casos notificados na população entre 13 e 24anos. A via sanguínea responde por 31% dos casos notificados, sendo 94,3% desses casos são de correntes do uso indevido de droga injetável, enquanto que a transmissão sexual representa 59,3%, com outros 9,7% dos casos em que essa informação é ignorada (PN-DST/AIDS 2004).
Em fim, os/as adolescentes e jovens constituem a população mais susceptível ao consumo de drogas e a sexualidade sem prevenção. Assim, entendemos que uma das formas mais efetivas de prevenir o Uso Indevido e Abusivo de Drogas, a contaminação do HIV, e as DST’S, Gravidez Não Planejada, etc. É o fortalecimento da interação positiva entre os/as adolescentes e jovens, adultos, escolas e comunidades. E que a construção deste conceito, com certeza, trará excelentes resultados na tarefa de prevenir as conseqüências sobre Saúde Sexual e Saúde Reprodutiva e do Uso de Drogas, que tantas mazelas produzem na sociedade.
4 - Metodologia: 
A falta de cuidados com a Saúde Sexual e a Saúde Reprodutiva e a não prevenção ao Uso de Drogas, vem tornando-se um grande problema de Saúde Pública em praticamente todas as partes mundo. No Brasil, especialmente no Rio Grande do Norte não é diferente. Suas conseqüências e prejuízos não se restringem apenas as infecções das DST/AIDS e a Gravidez na Adolescência, mas também a Prostituição e ao Uso Indevido de Drogas, o que vem atingindo famílias, vizinhos, locais de trabalho e comunidades.
Sabemos que atualmente a tarefa de prevenir não terá sucesso se não for compartilhada, sendo necessário o envolvimento de todos os segmentos da sociedade nas diversas formas de atuação, para que bons resultados sejam alcançados.
Assim, constituímos uma proposta de Ações Educativas e Preventivas em Sexualidade Humana e ao Uso Indevido de Drogas, visando o fortalecimento da Auto-Estima e Multicuidado, sobretudo o exercício dos vínculos afetivos e atitudes positivas de uma Sexualidade Saudável, garantindo os direitos da Cidadania. Buscando assim estimular produções culturais que contribuam para a conscientização dos/as adolescentes e jovens permitindo á reflexão e o engajamento em atividades destinadas a prevenção à Saúde Sexual e ao consumo de Drogas por meio da exposição de conteúdos adequados em oficinas interativas e dinamizadas, agregando assim a música, a dança, o teatro, ao jornal informativo e o rádio, trabalhando sempre numa linguagem educativa e com atividades relacionadas com o processo ensino-aprendizagem, fomentando ainda, o debate livre sobre prevenção, entre alunos/as, professores/as, profissionais da saúde e pais, objetivando a conscientização da sociedade na política de Saúde Pública.
5 – Resultados Esperados:
Estima-se uma boa compreensão da formalização da nossa ideia, demonstrando a importância de abordar estes temas na escola. Com a implantação de um Projeto de Educação e Prevenção nas Escolas, espera-se que os/as atores/as estejam motivados/as, capacitados/as, informados/as, treinados as e qualificados para trabalhar a Sexualidade dos/as adolescentes e jovens, com conhecimentos, sem ideias tendenciosas ou preconceituosas, livres de mitos e tabus, sem barreiras religiosas e que gostem dessa tarefa e nela sintam-se a vontade, com isso estimulando para que haja uma elevação no nível de conscientização da valorização das questões que envolvem a Sexualidade, principalmente a saúde física, mental, sexual, reprodutiva e preventiva desses/as adolescentes e que possam também atingir seus familiares e toda a comunidade escolar.
Para que os riscos das infecções provocadas pelas doenças sexualmente transmissíveis – DST e o HIV/AIDS, contribuindo desta forma para diminuição da incidência não só das infecções, como também da gravidez não planejada. Acredita-se, que com disseminação dessas informações aconteça uma minimização do quadro. Portanto, uma melhoria na qualidade de vida.
6 - Conclusão: 
Abordar sexualidade nas escolas é um verdadeiro desafio e como os/as adolescentes e jovens sofrem cada vez mais com a influência da TV, de amigos, muitas vezes recebendo noções erradas e prejudiciais. Quanto educadores/as e pais, deve-se manter um canal aberto com os/as adolescentes e jovens, os/as educando e assim poder discutir e intervir no que não parece correto.
A educação sexual em muitos momentos ocorre de maneira fragmentada ou equivocada, ficando para a instituição escolar toda responsabilidade sobre o assunto. Sendo um processo da vida inteira, necessário que haja um entrosamento entre a família e a Instituição Escolar, quando se trata de um assunto tão pertinente e importante como é a educação sexual.
Então é importante que as escolas invistam na formação dos/as professores/as porque seja por falta de preparação ou por desconhecimento de causa, o fato é que muitos/as professores/as continuam a ter dificuldades na abordagem da sexualidade.
De acordo com Sampaio (1995), a sexualidade deve ser orientada de forma a preparar o individuo para a vida, porém para educar é preciso que o educador esteja preparado para tal tarefa.
Busca se considerar a sexualidade como algo inerente a vida e a saúde, que se expressa desde cedo no ser humano. Engloba o papel do homem e da mulher, o respeito por si e os estereótipos atribuídos e vivenciados em seus relacionamentos, o avanço da epidemia de AIDS e da gravidez não planejada na adolescência, entre outros que são problemas atuais e preocupantes. Todos esses fatores denotam uma necessidade cada vez maior da inclusão da temática sexual no currículo escolar.
Para Souza (1991; p.18) Educação Sexual é:
“Oferecer condições para que um ser assuma seu corpo e sua sexualidade com atitudes positivas, livre de medo, preconceito, vergonha, culpa bloqueios ou tabus. É um crescimento exterior e interior, onde há respeito pela sexualidade do outro, responsabilidade pelos seus atos, direito de sentir prazer, se emocionar, chorar, curtir sadiamente a vida. É ter direito a esse crescimento com confiança, graças às respostas obtidas aos seus questionamentos, podendo criticar, transformar valores, participar de tudo de forma sadia e positiva, sempre buscando melhores relacionamentos humanos”.
É muito difícil trabalhar a sexualidade, pois mexemos com a nossa sexualidade, com nossos conceitos em relação a ela. A educação sexual passa pela educação do/a educador/a. O professor deve estar consciente da beleza e dignidade do sexo. Deve encarar com tranqüilidade a curiosidade da criança. A ausência de uma atitude, uma fala natural sobre a sexualidade vai gerar na criança a ansiedade de saber que o fará buscar a satisfação de suas curiosidades em outras fontes nem sempre recomendáveis. A criança usa muito seu corpo para expressar os seus desejos, seus anseios, seus sentimentos relacionando-se com o ambiente ao seu redor.
Segundo Içami Tiba (1998, p.32) ”Ensinar é um gesto de generosidade, humanidade e humildade.” É necessário que os pais e professores se conscientizem que independente da idade, a sexualidade está presente e as dúvidas devem ser esclarecidas e discutidas, de maneira objetiva, simples com humildade, pesquisando quando as questões apresentadas pelos filhos e alunos fugirem ao conhecimento.
Paulo Freire (1992; p.17) diz:
“Ninguém vive bem sua sexualidade numa sociedade tão restritiva, tão hipócrita e falseadora de valores; uma sociedade que viveu a experiência trágica da interdição do corpo com repercussões políticas e ideológicas indiscutíveis; uma sociedade que nasceu negando o corpo. Viver plenamente a sexualidade sem que esses fantasmas, mesmo os mais livres, os mais meigos, interfiram na intimidade do casal que ama e que faz amor, é muito difícil. É preciso viver relativamente bem a sexualidade. Não podemos assumir com êxito pelo menos relativo, a paternidade, a maternidade, o professorando, a política, sem que estejamos mais ou menos em paz com a Sexualidade”.
Portanto, como educadores/as, é dever contribuir para a formação do sujeito, como ser completo, não apenas no conhecimento intelectual, mas que ele possa se perceber como ser integral, com suas emoções, comportamentos, e que o mesmo possa a vir somar com as experiências e questionamentos feitos em sala de aula, mudando a sua trajetória de vida, não se deixando levar apenas por emoções, fantasias ou impulsos que mais tarde poderão acarretar em danos para sua personalidade, criando gravidez indesejada, doenças, etc. É preciso contribuir para o crescimento espiritual de cada pessoa, isso se dá por meio da convivência e dos ensinamentos que são vistos e repassados para as crianças. É necessário criar projetos e praticá-los para que através da cultura se estabeleça traços positivos de interdisciplinaridade, esses traços modifiquem os tabus e os preconceitos para consigo e com os outros.
7 – Referências Bibliográficas:
- CASASANTA, Leda. Afetividade e Sexualidade na Educação: Um novo olhar – Fundação Odebrecht – Secretaria Estadual de Educação – MG, 1998;
__________ - Boletim Epidemiológico da AIDS - Brasil, Ministério da Saúde -– Brasília, DF, janeiro a junho 2004;
- EGYPTO, Carlos. Sexo se Aprende na Escola – Ed. Olho D’água, pág. 8, 1995;
- SAMPAIO, Simaia: Educação Sexual para além dos tabus. Salvador, UFBA, 1996;
- SOUZA, Hália Pauliv de. Convivendo com seu sexo (Pais e Professores). 2 ed. São Paulo: Paulinas, 1991;
- TIBA, Içami. Ensinar aprendendo: como superar os desafios do relacionamento professor-aluno em tempos de globalização. São Paulo: Gente. 1998;
- VITIELLO, Nelson. Manual de Apoio ao Educador – Organon – pg. 33, SP, 2000;
- VITIELLO, Nelson. Sexualidade – Quem Educa o Educador – Ed. Iglu, pág. 27, 1997;
- VITALLE, Maria Sylvia de Souza. Adolescência e outros Fatores de Riscos: Tese de doutorado – Universidade Federal de São Paulo: Escola Paulista de Medicina, 2001.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Projeto Vida volta efetivamente a funcionar!

Desde o último sábado dia 19, que iniciamos as atividades do Projeto Vida. Esta contou como aula inaugural e agora todos os sábados haverá atividades nas quais estaremos desenvolvendo com o público veterano e novato.


Aguardamos você!


Maiores Informações:


8894-3287/9411-0593/9911-5500


josenildobarreto@hotmail.com 




Atenciosamente,


Á Coordenação

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Proposta para VII Curso de Forrmação de Educação entre Pares no Guia do SPE - 2011. Parceria com o PROJOVEM

PROPOSTA PARA OS JOVENS
Sexta-feira dia 18/03/2011- 08h às 12h (1º Encontro)

08h - Credenciamento e recebimento de Material
08h30min – Abertura oficial – VII Curso
09h – Oficina 01 – Adolescência: Juventudes e Participação (Juniedson Ribeiro)
10h30min – Lanche/intervalo
10h40min – Oficina 02 – Metodologias da Educação entre Pares ( Josenildo Barreto)
12h – Encerramento da Oficina/Almoço.

Sexta-feira dia 25/03/2001 – 08h às 12h (2º Encontro)

08h – Oficina 03 – Gêneros – (Juniedson Ribeiro)
10h – Intervalo/Lanche
10h30min – Mesa Redonda 01 – SPE – Uma Proposta que está dando certo! (Jorge Magno)
12h – Encerramento da oficina/almoço

Sexta-feira dia 01/04/2011 – 08h às 12h (3º Encontro)

08h – Recolhimento de Assinaturas – Organização de Materiais
08h – Oficina 04 – Sexualidades e Saúde Reprodutiva (Juniedson Ribeiro)
10h – Lanche/Intervalo
12h – Encerramento/Almoço

Sexta-feira dia 08/04/2011 – 08h às 12h (4º Encontro)

08h – Recolhimento das Assinaturas – Organização de Materiais
08h – Oficina 05 – Álcool e outras Drogas (Juniedson Ribeiro)
10h – Intervalo/Lanche
10h30min – Oficina 06 - Plano de Ações e Desenvolvimento para Adolescentes (Josenildo Barreto)
12h – Encerramento/Almoço

Sexta-feira dia 12/04/2011 – 08h às 12h(5º Encontro)

08h – Recolhimento das Assinaturas – Organização de Materiais
08h – Oficina 07 – Diversidades Sexuais (Josenildo Barreto)
10h – Lanche/Intervalo
10h30min – Oficina 08 – Prevenção as DST/HIV/AIDS e HPV (Juniedson Ribeiro)
12 – Encerramento/Almoço

Sexta-feira dia 06/05/2011 – 08h às 12h (6º Encontro)

08h – Recolhimento de Assinaturas – Organização
08h – Oficina 09 – Solidariedade Relaxamento e Aprendizado (Josenildo Barreto)
10h – Intervalo/Lanche –
10h30min – Mesa Temática 02 – Compartilhando idéias, experiências e Provocando Mudanças ( Juniedson Ribeiro)
11h30min – Momento de Integração Social ( Josenildo Barreto)
12h – Encerramento

INFORMAÇÕES 8894-3287/9411-0590 - JOSENILDO BARRETO 

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

VII Curso de Formação em Educação entre Pares acontecerá me abril deste ano.

Com probabilidades mais que exitosas, venho declarar que em 2011, a nossa 7ª edição do Curso de Jovens Formadores no Guia do SPE, acontecerá na primeira quinzena do mês de abril. O evento contará com a participação dos/as adolescentes do Programa do Projovem Adolescente, da Escola Estadual Professor Francisco Ivo Cavalcanti e demais parceiras.
Por este motivo muitas instituições procuram nossos "serviços" para com a sua participação no curso. Assim deixarei abaixo parte do nosso Plano de Trabalho e Apresentação as Instuições, Escolas e Municipios para a realização deste magnifico trabalho.
Att,
Josenildo Barreto
Coordenador Juvenil do Projeto Vida/SPE JOVEM/RN

Tema Principal:
“Adolescência sem filhos e sem drogas é muito melhor!”.
Sub-tema:
“Educação entre Pares; um novo modelo para a Educação Juvenil”.
Objetivo Geral: 
       Capacitar os/as adolescentes e jovens e os/as profissionais da educação, saúde e pais, oferecendo aos/as mesmos/as, informações consistentes de forma sistemática e integrada sobre a questão da Sexualidade e das Drogas na Juventude de maneira clara e fundamentada, visando desenvolver uma cultura de Educação em Saúde Sexual e Reprodutiva, voltada para a melhoria da qualidade de vida.

Objetivos Específicos:
¢Desmistificar esteriótipos (tabus e preconceitos) criados pelos/as adolescentes e jovens em relação à sexualidade e as drogas;
¢Fornecer informações coerentes sobre o uso correto do preservativo;
¢Enfatizar aspectos da personalidade do/a indivíduo/a e fatores que podem influenciar no desenvolvimento e crescimento pessoal relativo à sua vida sexual;
¢Proporcionar uma compreensão mais rápida e eficaz de forma direta, utilizando o trabalho de Educação entre Pares (linguagem de jovem para jovem);
¢Orientar positivamente os/as jovens para que eles/as possam resistir às pressões negativas de um grupo; 
¢Sensibilizar e mobilizar novos/as multiplicadores/as para orientar através das oficinas outros/as jovens desmistificando tabus e crenças, adotando um método seguro de passar informações sobre os temas;
¢Trabalhar ao lado do/a jovem, tirando suas dúvidas através de debates e dinâmicas, filmes, músicas e textos explicativos com histórias reais, sensibilizando e trabalhando o lado emocional; 
¢Conversar sobre drogas, fornecendo informações que atribuam aos tipos e efeitos, a prevenção e tratamento; 
¢Apresentar e discutir linhas mestras do Projeto Saúde e Prevenção nas Escolas; 
¢Contribuir para o planejamento e desenvolvimento de ações nas escolas fortalecendo a sustentabilidade e descentralização das ações relacionadas ao SPE na sua escola/instituição/município; 
¢Elaborar seminários, encontros, fóruns que possibilitem ampliar a outros grupos interessados em conhecimentos sobre a Educação Sexual e Prevenção às Drogas; 
¢Ampliar os espaços de diálogos nas Escolas/Instituições/Municípios sobre Educação Sexual e Drogas nas escolas, nas Comunidades e nas Famílias; 
¢Analisar o material da mídia e literatura que venham a reforçar as desigualdades de gêneros; 
¢Estimular a pesquisa, a produção de material didático e apresentação de trabalhos em congressos, seminários, encontros, fóruns; 
¢Estimular a prática da multiplicação com outros/as adolescentes e jovens das escolas/instituições/municípios através de Oficinas de Sensibilização para Professores/as, Pais e Mães, Adolescentes e Jovens, incentivando a prática cultural através da música, dança, teatro... E etc.
Justificativa: 
       A falta de cuidados com a Saúde Sexual e Saúde Reprodutiva e a não prevenção ao uso de Drogas, vem tornando-se um grande problema de Saúde Pública em praticamente todas as partes do mundo. No Brasil, especialmente no Rio Grande do Norte não é diferente, suas conseqüências e prejuízos não se restringem apenas as infecções das DST/AIDS e a Gravidez na Adolescência, mas também a Prostituição e ao Uso Indevido de Drogas, o que vem atingindo famílias, vizinhos, locais de trabalho e comunidades 
O que necessitamos para a realização do curso em sua instituição? 
¢Alimentação (almoço, lanche – manhã e tarde) preferencialmente para todas as pessoas durante os dias do curso;
¢Material  didático para as oficinas;
¢Escolha da escola/instituição, dos/as adolescentes e jovens, professores/as, profissionais da saúde e pais e/ou mães para a participação efetiva no curso, seguindo critérios contidos a seguir;
¢Adequar-se a data da capacitação, segundo o planejamento feito;
¢Observar os prazos de inscrições para a realização da capacitação em sua escola/instituição/município, para enviar dados dos/as inscritos/as em uma data prévia para a confecção dos certificados.
Apoio Organizacional/Realização:
¢Grupo Gestor Estadual do Projeto Saúde e Prevenção nas Escolas do Rio Grande do Norte (Secretarias Estaduais de Educação e Saúde);
¢Grupo Gestor Estadual Jovem do SPE do RN (Projeto Vida e ONG Canto Jovem);
¢Escola Estadual Professor Francisco Ivo Cavalcanti – Natal/RN;
¢Grupo Gestor Municipal do SPE (Profissionais e Adolescentes);
¢Demais Parceiros...
Público Beneficiário: 
 
¢Orienta-se:
¢Se o Curso for realizado em sua escola/Instituição, orientamos que sejam selecionados em média 20 adolescentes/jovens e 02 Professores/as e/ou funcionário/a da sua instituição de ensino;
Convidem 01 Profissional da Saúde de uma Unidade Básica de Saúde próxima da sua escola/instituição e também 01 Pai/Mãe da sua instituição de ensino, em ambos os casos, tanto se o curso for na sua escola/instituição ou realizado todas em conjunto.
Critérios de participação:
¢Ser aluno (a) de Escola Pública ou da rede particular desde que seja na condição de bolsista;
¢Estar Regularmente matriculado (a) e freqüentando a escola;
¢Ter entre 13 e 25 anos (para os/as adolescentes e jovens);
¢Que goste ou queira participar de Movimentos Sociais;
¢Tenha disponibilidade de horários (manhã e tarde);
¢Que goste ou queira trabalhar em equipe;
¢Esteja aberto (a) para receber novas informações e que deseje multiplicá-las;
Professores/as, Pais/Mães e Profissionais da Saúde: que sejam sensíveis as temáticas.
Período do Curso:
¢Mini-Curso: 16horas/aula.
¢Dois dias = 08horas/aula cada, com no mínimo 01 hora e no máximo 02 horas para almoço, com intervalo de 15 minutos de manhã e tarde para lanches;
¢Curso Completo: 30horas/aula.
¢Três dias =  08horas/aula cada, com no mínimo 01 hora e no máximo 02 horas para almoço, com intervalo de 15 minutos de manhã e tarde para lanches*;
¢A carga horária pode ser negociada com a escola/instituição/município;
¢*Importante: A abertura e entrega de certificados poderão ser inclusas nas horas.
Conteúdos Programáticos: 
¢O Papel do/a Educador/a entre Pares;
¢Participação Juvenil e Controle Social;
¢Gênero;
¢Diversidade Sexual;
¢Raça e Etnia;
¢Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos;
¢Gravidez na Adolescência;
¢Métodos Anticoncepcionais / Contraceptivos; 
¢Drogas – Histórico, Prevenção, Causas e Efeitos, Tratamento e Dependência;
¢Sexualidade, Prazer em Conhecer; 
¢Sexualidades e Juventudes; 
¢Homofobia; 
¢Prevenção as DST/AIDS; 
¢Negociação para o Uso do Preservativo; 
¢Sexo Seguro; 
¢Planos de Ação e Desenvolvimento para as Escolas/Instituição/Município. 
Metodologia:
¢Dinâmicas Interativas;
¢Trabalho com Educação entre Pares (Jovem educando Jovem);
¢Rodas de Diálogos;
¢Interação Pessoal e Grupal;
¢Exposição dos temas por meio de oficinas expositivas e interativas com o uso de áudio e vídeo.
Avaliação:
¢Rodas de diálogos;
¢Dinâmicas interativas;
¢Exercícios verbais e escritos;
¢Relatório Individual e Grupal feito em cada oficina pelos/as Facilitadores/as ao final de suas atividades, e no termino do curso.
Algumas Experiências:
CURSOs DE FORMAÇÃO DE ADOLESCENTES E JOVENS NO GUIA DO SPE NO RN
ØNo I Curso ocorreu no mês de maio de 2007, após a oficina de João Pessoa/PB, na cidade de Natal, foram capacitados 10 adolescentes e jovens do Projeto Vida e 01 Professor/a, totalizando 11 pessoas;
Ø Teve carga horária de 24horas/aulas, o mais interessante é que aconteceu em uma Casa de Praia e foi o máximo.
¢O II Curso foi na cidade de Lajes/RN, onde foram capacitados 36 adolescentes e jovens e 04 professores/as, e deu-se em maio de 2008; 
¢Com carga horária de 32horas/aula, aconteceu na Escola Municipal Dr. Eloy de Souza com parceria com mais 03 escolas estaduais do município. 
¢O III Curso aconteceu em Natal/RN em 2009, e foram capacitados 26 adolescentes e jovens e 04 professores/as; 
¢Com carga horária de 30horas/aula, acontecendo na Escola Estadual Professor Francisco Ivo Cavalcanti, tendo parceria com a Escola Estadual Felizardo Moura e Escola Estadual Newton Braga.  
¢O IV Curso aconteceu em Natal/RN em 2009, e foram capacitados 39 adolescentes e jovens e 03 professores/as; 
¢Com carga horária de 16horas/aula, acontecendo na Escola Estadual Professor Francisco Ivo Cavalcanti, tendo parceria com a Escola Estadual Felizardo Moura.   
¢O V Curso aconteceu também em Natal em 2010, onde o mesmo contou com a participação de 53 adolescentes e jovens e 03 professores, sendo destes 15 adolescentes e 02 dois profissionais do Programa ProJovem Adolescente do Núcleo de Nova Natal; 
¢Com carga horária de 30horas/aulas, realizado na Escola Estadual Professor Francisco Ivo Cavalcanti. 
¢O VI Curso aconteceu ainda no ano de 2010 no município de Natal/RN, e capacitou 69 adolescentes e jovens e 08 profissionais do Programa ProJovem Adolescente do Núcleo de Nossa Senhora da Apresentação; 
¢Com carga horária de 30horas/aula, aconteceu no núcleo no Parque dos Coqueiros (N.S.A.). 
VII CURSO DE FORMAÇÃO DE ADOLESCENTES E JOVENS NO GUIA DO SPE NO RN
¢Será realizado no período de 06 a 08 de abril deste ano, na Escola Estadual Professor Francisco Ivo Cavalcanti, localizada na Av. Cel. Estevan, S/N – Dix Septo Rosado (av. 09);
¢Contará com a participação do Projovem Adolescente e de escolas convidadas da região oeste;
¢Tendo duração de 30 horas com certificação;
¢Proposta de continuidade nos núcleos ao longo do ano por meio do Protagonismo Juvenil pelos adolescentes formados e pela equipe do SPE JOVEM.
As Inscrições:
¢Poderão ser feita via internet pelo blog do Projeto Vida: www.projetovidaspe.blogspot.com ou pessoalmente na Sala do Projeto, que fica localizada no Bloco Central de Projetos da Escola “Chico Ivo” na sala 02;
¢No período de 17 de fevereiro a 25 de março deste ano no blog ou presencial (quintas e sextas – manhã, tarde e noite);
¢A inscrição é GRATUITA, basta preencher os requisitos.
 Para Meditação...
“A vida é plena de possibilidades que nos desafiam a cada dia para arriscar-se, tentar algo novo, ver as coisas de um novo modo, e é só quando tentamos que descobrimos o que somos capazes de fazer. Por isso não espere até amanhã para fazer algo novo...”.
...Faça-o já!
Contatos... 
GGEJ/SPE/RN
Grupo Gestor Estadual JOVEM do Projeto Saúde e Prevenção nas Escolas do Rio Grande do Norte.
E-mail/Msn:
spejovensrn@hotmail.com
E-mail/Orkut:
spejovensrn@yahoo.com.br
www.spe-rn.blogspot.com
E-mail: gge.spern@hotmail.com

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

BULLYING

Bullying é um termo em inglês utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo (bully - «tiranete» ou «valentão») ou grupo de indivíduos com o objetivo de intimidar ou agredir outro indivíduo (ou grupo de indivíduos) incapaz(es) de se defender. Também existem as vítimas/agressoras, ou autores/alvos, que em determinados momentos cometem agressões, porém também são vítimas de bullying pela turma.


NÃO ACEITE ESSE TIPO DE VIOLÊNCIA!
CONTE PARA ALGUÉM OU DISQUE 100 E FAÇA SUA DENUNCIA!

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Educação Sexual, Um olhar diferenciado!

EDUCAÇÃO SEXUAL:

A Importância da Educação Sexual

Para uma grande maioria das pessoas, falar sobre sexualidade ainda é considerado um tabu, embora vivamos em pleno século XXI, e a realidade que a sociedade nos apresenta diante desse assunto seja bem diferente, com muito mais liberdade de expressão, enfim...Mas a questão é que se falarmos ou não de sexo com quem quer que seja, a sexualidade está aí, está em nós, e precisamos para o nosso bem estar emocional, estarmos ciente de que quanto mais informação a respeito desse assunto tiver, melhor para nós, pois isso irá se refletir em nossos relacionamentos com nossos parceiros, amigos, filhos, para estamos no mundo para nos aperfeiçoarmos e isso só ocorre com aprendizagem, com educação sexual..
Torna-se muitas vezes complicado conversar sobre sexo, de sexualidade com os filhos adolescentes (creio que a maioria dos pais pensam assim e possui alguma dificuldade nesse aspecto). Mas e porque ocorre essa dificuldade? A adolescência é um período tão difícil assim? Ou estes já estão se sentindo tão bem preparados para uma vida sexual ativa que nem precisam de informações? Vejamos um pouco sobre o que ocorre sobre esse processo sexual na adolescência
Durante a infância as necessidades libidinosas estiveram polarizadas em regiões definidas do corpo, como a boca e a pele, isso nos primeiros anos de vida assim como a região anal, e seguindo até a genitália por volta dos quatro ou cinco anos de idade.
Quando atinge a puberdade, que por si só já vem acompanhada de modificações físicas, sendo provocado pela secreção dos hormônios sexuais, esse púbere sentir-se estimulado a resolver essas necessidades instintivas, que até então eram desconhecidas pra esse adolescente, tentando buscar e saciar suas satisfações em experiências amorosas e genitais.
A adolescência é marcada por um período onde se combina toda essa tendência anterior, o que acaba por resultar num tipo de conduta que não se relaciona com a sexualidade, mas também em outras áreas, como relações interpessoais, no trabalho, o que o caracteriza num ser social. Ser adolescente se torna uma busca incessante de uma identidade sexual psicológica, dentro de um contexto social.
Com a maturação física que o adolescente adquire para o ato sexual, isto não ocorre de maneira tão simples e natural, pois existem as influências da repressão sexual, que ainda existem. É bem verdade que nos dia de hoje, há uma liberdade bem maior de atuação sexual, mas a superação dos preconceitos não acompanhou essa liberdade sexual.
O sexo, a realização sexual e afetiva, a vida a dois, continuam sendo fontes constantes de preocupação, pois são assuntos que merecem total relevância. Devido à falta da harmonia e realização sexual ou a existência de problemas nesta área acabam por originar graves inquietações, chegando em muitos caso alterar motivações para os demais interesses de nossa vida social.
A liberdade sexual, tão apreciada na atualidade, pode não estar sendo tão fácil de usufruir por parte dos jovens adolescentes. Pois assim, como esses já possui precocidade de relacionamentos sexuais, independe do nível de conhecimentos e do grau de amadurecimento físico e psicológico para essa iniciação, enquanto as relações sexuais "parecem" se isentar de tabus, medos e preconceitos, o relacionamento interpessoal e social começa a mostrar sinais evidentes de dificuldades.
Como averiguamos isso? Pelo aumento à procura de uso e abuso de álcool e drogas, assim como o incremento da homossexualidade, a promiscuidade, o índice alto de gravidez não planejada, de doenças sexualmente transmissíveis, e também pelo grande número de separações precoces.
Nesse instante, onde se percebe que a sexualidade dos jovens adolescentes está sendo prejudicada, torna-se inevitavelmente e necessário à educação sexual para os jovens.
A maioria dos jovens adolescentes pensa que sabem tudo sobre sexo, porque conversam muito com seus grupos de amigos, lêem bastante "revistas" sobre assunto, assistem filmes, e por isso acham que se sentem preparados. Todavia, se colocarmos um grupo de adolescentes com um ou dois profissionais da área de saúde, seja clínico geral ou psicólogo, ou sexólogo, irá certamente surgir muitas dúvidas, e então chegaremos à conclusão que os nossos jovens ainda engatinham na busca de informações sobre sexo, sexualidade.
Educação Sexual consiste em tornar para a vivência de uma Sexualidade Saudável.
Formar significa instruir, aperfeiçoar, lutar ao lado, ter as mesmas idéias - Educar. Como se forma para uma vivência saudável da Sexualidade? Forma-se integrando e potencializando a sexualidade no contexto da pessoa humana de forma responsável. Forma-se repassando conhecimento, forma-se através de vivências no quotidiano, forma-se através do exemplo, forma-se através da prática de atitudes naturais, forma-se facilitando a compreensão do fator ser sexuado em masculino ou feminino, da compreensão do viver e se expressar como Homem ou Mulher sem ter que negar ou questionar esse fato, mas, sim, aceitá-lo, admiti-lo, e valorizá-lo como essência da condição humana. Educa-se sexualmente reconhecendo a existência da energia sexual como componente do individuo. Reconhecendo essa energia e procurando vivê-la num caminhar permeado de amor e prazer, possibilitados pelo exercício da Comunicação/Redação; pela Reprodução Responsável, pela observação do conhecimento científicos, e pela não perpetuação dos mitos e preconceitos existentes na cultura Ocidental.

Além do que foi colocado, Educar Sexualmente significa estarem os agentes educadores (escola e/ou família) alertas para as várias e possíveis fontes de informação (Instituição, Meios de Comunicação de Massa, entre outras) que possam levar aos educandos mensagens (sobre a Sexualidade) errôneas, negativas, inadequadas, insuficientes causadoras muitas vezes de elevados danos e em alguns casos, de danos irreversíveis.
A Educação Sexual não deve se constituir em uma educastração - proibitiva, que provoca medo, culpa e ansiedade, nem tão pouco uma deseducação, que permissiva, viola valores e gera frustrações, mas, sim, uma Educação que busque o equilíbrio, o cultivo, o respeito por si próprio e pelo outro. Doutora Jerusa Figueiredo Netto diz "Cada um é como é, e o .fato de sê-lo pode ser cultivado". Este é o verdadeiro objetivo da Educação Sexual.

Quem deve fazer a educação sexual?

Envolve polêmica e controvérsia o fato do Quem Deve Fazer a Educação Sexual ? Há estudiosos que são adeptos de ser exclusivamente dos pais essa responsabilidade, chegando inclusive a defender que o pai deve se responsabilizar pela Educação Sexual do filho e a mãe da filha.
Há os que acham que a Educação Sexual deve ser promovida pela Escola, porém, por profissionais especializados como Médicos, Psicólogos e Sexólogos.
Existe um pequeno percentual que defende que deva ser a Educação Sexual promovida por Pastores, Padres ou Freiras nas aulas de Religião.
A Sexologia considera que a Educação Sexual deva ser urna ação de caráter integrador e por parte de todos que, direta ou indiretamente, se envolvam com a Educação Global dos indivíduos, ou seja, a família (pais, irmãos e substitutos) e a Escola. Evidentemente é a família o primeiro núcleo de formação educacional da criança, seguido da escola. Com raríssimas exceções os pais se omitem dessa tarefa. Essa omissão dos pais em relação à Educação Sexual é universal; mesmo nos países onde existe liberação sexual, os temas relacionados ao sexual, não fazem parte das conversações de pais e filhos. Por incrível que pareça o sexo continua sendo tabu na Cultura Ocidental, que assume a etiqueta de progressista e liberal.
Podemos julgar ou criticar os pais por essa conduta, quando sabemos que eles também não receberam essa educação? Como ofertar o que não se tem? As resistências emocionais são até a nível inconsciente, produto de uma formação onde o sexo tem sido reduzido ao âmbito do vergonhoso, do proibido, do imoral, impuro, mantido, enfim, na marginalização negativa e na clandestinidade. Como expressar naturalmente algo que nos foi sempre reprimido?
E por que a Escola? Porque a Escola tem a obrigação e a responsabilidade de oferecer a formação integral aos educandos. A Sexualidade é um aspecto fundamentalmente integrante da personalidade total e, portanto, objeto da educação. A Escola é um agente informador e formador por natureza. A Escola transmite os conhecimentos nos mais diferentes campos das atividades humanas. E que atividade humana não está impregnada pela sexualidade? Educar é função básica da Escola. É indispensável, portanto, a ação dessa Instituição nessa área essencial de formação do indivíduo, mesmo que a família se omita, a escola não pode fugir dessa tarefa.
A Escola detém as condições necessárias para a transmissão do conhecimento científico de forma objetiva; assim sendo, é o local certo para o uso do vocabulário adequado, sem cargas pejorativas.
A Escola dispõe do grupo que segundo a Psicologia e a Sexologia, apresenta provas incontestáveis de importância para os indivíduos, atingindo influência máxima na adolescência. O grupo é fator facilitador de novas aprendizagens, modela normas de condutas. Pertencer a um grupo e ser aceito por ele, constitui uma das principais aspirações e necessidades do ser humano. No grupo, a ação pedagógica se faz mais eficaz no processo de formação e mudança de atitudes, aquisição de valores, assimilação de idéias. É, portanto a Escola, o ambiente apropriado para se criar novos hábitos de comportamento e idéias concretas em relação às diversas áreas do ensino-aprendizagem entre as quais as referentes à Sexualidade Humana. É importante salientar que se criarmos uma atmosfera de grupo onde o tema sexual seja tratado de forma aberta e sadia para realizar-se a socialização do conhecimento, impedindo desníveis, influências de terceiros e tornando os seus membros menos vulneráveis. A Escola é sem dúvida o local idôneo da Promoção do Conhecimento Socializado. Para isso ela tem que se preparar, oferecendo formação sistemática e permanente como deve fazer com outras áreas.

Quando se deve fazer a educação sexual ?

Outra questão que envolve muita polêmica e discussão é o quando.
As principais correntes de estudiosos opinam:

 Aos 12 e 13 anos, quando ocorre à puberdade é o mais adequado e oportuno, tido como exclusivo;
 Outros crêem ser aos 8 e 10 anos, partindo do princípio de que nessa idade a criança já se desenvolveu suficientemente para entender e compreender o conhecimento científico;
 Na pré-escola, início de todo processo da Educação Global;
 Não depende da idade, mas sim, na medida em que forem surgindo as perguntas;
 Os especialistas na Educação Sexual apontam a posição mais coerente e rigorosa: "Deve ser desde o nascimento; e até mesmo antes, no momento do Planejamento, quando os pais desejam o nascimento do filho (a), já ai deve se iniciar de maneira informal e espontânea. Por isso a necessidade dos pais terem o conhecimento para darem inicio ao Processo na época certa. Entretanto, o Processo de Educação Sexual deverá se dar formalmente e de modo sistemático no ingresso da criança na Escola para a Educação Global e de acordo com o nível de maturidade dos indivíduos, variando quanto aos conteúdos e métodos”.

Como se deve fazer a educação sexual?

Como alguma coisa já foi dita, vejamos detalhadamente:

 Pais e Escola em cooperação;
 De preferência de forma coletiva;
 Sistematizada, sem esquecer que se configura de forma silenciosa na vida real;
 Adequada, ao nível de maturidade.

E ainda, o Processo deve ser Circular, ou seja, os temas tratados a cada idade, repetindo-se as informações (aprofundadas).
Progressiva ao nível de conteúdo, metodologia e técnicas.

(Apostilha de Sexualidade e Drogas - PROJETO VIDA)

www.projetovidaspe.blogspot.com